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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Parece que foi ontem...

"Você está vivo. Esse é o seu espetáculo. Só quem se mostra se encontra.
Por mais que se perca no caminho."
Cazuza



Um dos ícones da música brasileira da década de oitenta, Cazuza deixou nosso cenário artístico de forma muito prematura, aos 32 anos. Rebelde, boêmio, polêmico... Ele levou para a música o sentimento da juventude de um tempo que se modificava rapidamente... O fim da ditadura, a liberdade que iniciava sua trajetória em um país ainda amorfo, repleto de incertezas e cheio de sonhos...
O apelido Cazuza é anterior até mesmo ao nascimento... O nome Agenor lhe foi dado por insistência da avó paterma. Na infância não atendia pelo nome de batismo, nem mesmo à chamada na escola. Apenas mais tarde, ao descobrir que Cartola, um de seus compositores prediletos, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor, graças a um erro do cartótio), Cazuza começa a aceitar o nome.
Desde criança teve a influência de grandes nomes da música popular brasileira. Preferia canções dramáticas e melancólicas. Era apaixonado por Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Admirava também a roqueira Rita Lee, para quem compôs "Perto do fogo", por ela musicado.
Sendo o pai produtor fonográfico, Cazuza cresceu em volta dos maiores nomes da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos... Em 1972, em férias em Londres, Cazuza conheceu as canções de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones, mais inspiração...
Por causa de uma promessa feita por seu pai de lhe presentear com um carro caso passasse no vestibular, Cazuza foi aprovado em Comunicação em 1976, desistindo do curso três semanas depois. Passou a levar vida boêmia pelo Baixo Leblon, fazendo com que o pai criasse para ele um emprego na gravadora Som Livre, da qual ainda hoje é presidente. Lá, atuou no departamento artístico, fazendo triagem de fitas de novos cantores. A seguir fez assessoria de imprensa, escrevendo releases de divulgação dos artistas.
Em 1979, fez curso de fotografia na Universidade de Berkeley. Neste período conheceu a literatura da Geração Beat, dos poetas malditos, que acabaria tendo grande influência em sua carreira. Retornou ao Rio de Janeiro no ano seguinte, ingressando no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador. Nessa época cantou em público pela primeira vez.
Por indicação de Léo Jaime, foi convidado para participar de uma banda de rock que se formava no Rio de Janeiro. Depois de alguns ensaios na casa do tecladista Maurício Barros, nasceu o Barão Vermelho, em 1981, com Cazuza nos vocais. Em 1985, inicia carreira solo.
Embora curta, a carreira de Cazuza foi brilhante. Deixou um legado musical que se imortalizou por canções marcadas por sentimento, revolta e força.

O tempo não para

Faz parte do meu show

Codinome Beija-flor

Exagerado

Quase um segundo (Herbert Viana)

O nosso amor a gente inventa


5 comentários:

Ellen Caliseo disse...

Ameiii esse post!!
Suas canções estão sempre presentes na minha vida!!
Bjinhoos!!

Nina Dias disse...

Clau, gosto muito das músicas dele, acho que elas refletem o pensamento jovem de todos os que passaram pela juventude rebelde...bj Nina

Claudiana (25/11/2010) disse...

Oi tudo bem?
Passei para desejar um ótimo fim de semana pra vc, bjos

Marion disse...

Realmente, parece que foi agorinha...! Tô tentando dar umas voltas e me atualizar...!!!! Obrigada pela presença lá no blog, mesmo com minha ausência! Abs.

Regina disse...

Grande poeta. Linda homenagem a ele você fez Clau.

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