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sexta-feira, 3 de junho de 2011

A eternidade de Franz Kafka

Franz Kafka (1883-1924)
Há 87 anos morre o homem e nasce o mito!

Segundo seus biógrafos, dentre os quais podemos destacar Lemaire (2010), Kafka foi a um só tempo fascinado e repelido pela cidade de Praga, em busca de uma terra prometida e exilado em Berlim, noivo hesitante e sedutor impenitente, esportista talentoso, hipocondríaco e vegetariano, judeu descrente e entusiasta da cultura iídiche e do impulso sionista, fiel a sólidas amizades e solitário, apaixonado pela vida e assombrado pela morte, foi um mistério para si mesmo e para os outros.
Escritor tcheco de língua alemã, nasceu em Praga, em 3 de julho de 1883, e faleceu em Klosterneuburg, em 3 de junho de 1924. Considerado um dos principais escritores da Literatura moderna. Retrata as ansiedades e a alienação do homem do século XX. Influenciado pela severidade do pai, que marca profundamente sua obra, torna-se isolado e rebelde. Na adolescência, declara-se socialista e ateu. Participa de reuniões com grupos anarquistas e, no fim da vida, engaja-se no movimento sionista. Cursa Direito em Praga, formando-se em 1906. Passa a trabalhar em companhias de seguros e, em paralelo, dedica-se à Literatura. Em 1917, é obrigado a afastar-se do trabalho devido à tuberculose. Escreve em alemão toda a sua obra, a maior parte publicada postumamente.
Sua existência foi perturbada e angustiada, o que se reflete no pessimismo irônico que permeia sua obra. Seus textos são escritos em um realismo fantástico, de cujos caminhos não se consegue captar nem o começo nem o fim. Seus personagens, muitas vezes, são designados com uma inicial: Joseph K ou apenas K. São eles abalados e ameaçados por instâncias ocultas, como o protagonista dO Processo que não conhece o motivo de sua condenação à morte.
Fantástico e elementos absurdos coabitam sua obra. A transformação em um inseto, como ocorre com Gregor Samsa em A Metamorfose, introduzindo a distorção da realidade cotidiana, permitindo revelar a sua profunda incoerência própria.
Tais movimentos absurdos em sua obra propiciaram-lhe uma visão ímpar, de originalidade e valor literário incontestável, rendendo-lhe uma imagem quase mítica no cenário da literatura contemporânea.


"Talvez haja apenas um pecado original: a impaciência. Devido à impaciência, fomos expulsos do Paraíso; devido à impaciência, não podemos voltar."
Franz Kafka

Beijinhos a todos!
Um ótimo fim de semana!


4 comentários:

Nina Dias disse...

Oi Clau, não conhecia a história de Kafka, não sei se teria competência para ler seus livros, quem sabe um dia... bj Nina

Rosane Castilhos disse...

Oi querida!
Adorei te receber lá no Trésors, volte quando quiser.
Seu blog é tudo de bom, parabéns!!!
Beijinhos e lindo findi!!!

Imaginante disse...

Hummm o bom e velho Kafka...parece que nem só de sonhos vive esse jardim. Acredito que Kafka demonstra a vertente pesadelo da realidade.

Beijos.
Imaginantes

Luciana disse...

Olá Clau!

Obrigada pela visita! Adorei seu blog! Literatura é uma paixão na minha vida (além da arte e do artesanato!). Li alguns dos livros de Kafka que, para mim, está para literatura como Van Gogh para a pintura. O texto é asfixiante, denso... li A Metamorfose, o Processo, O Castelo e um conto que me marcou muito, chamado "Na Colônia Penal". Todos são inesquecíveis e provam que o que não é tão belo tb pode ser obra prima, não é mesmo?

Um beijo!

Lu

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